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2 de janeiro de 2019

Às vezes temos que mergulhar no Jordão

"Naamã, general do exército do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante de seu amo, e era muito considerado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem valente, mas leproso." 2 Reis 5:1

"Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu. Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa. Naamã se foi, despeitado, dizendo: Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra. Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado. Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado. Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança." 2 Reis 5:9-14

[Tradução: Bíblia Católica]

Texto muito conhecido pelos cristãos, sobretudo cristãos evangélicos, que traz muitas lições e uma delas é sobre sermos abatidos para sermos purificados.

Veja que no início do texto, é trazido em destaque que Naamã era um homem de prestígio diante de seu rei. Em outras traduções temos "grande homem" e ainda "estimado". Adjetivos imponentes. Que pessoa não quer ser estimada, ter prestígio ou respeitada no meio em que vive, ainda mais se tratando de um grande reino como era o da Assíria? Porém, este estimado homem era leproso.

Toda a sua estima, todo o seu poder, todo o seu destaque era nada diante de uma doença incurável e que tornava as pessoas da época desprezíveis. 

Acredito que o texto sagrado não destacaria a posição de Naamã sem propósito algum. Provavelmente o general era um exemplo de orgulho. Quando vemos a relutância de Naamã em obedecer o que o profeta lhe ordenou, fica clara tal suspeita. 

A primeira coisa que Naamã questiona é o fato de Eliseu não ter ido pessoalmente onde ele e invocado ao Eterno impondo-lhes as mãos. Típico de pessoa que se achava digno de ser recebido. Na cabeça dele, uma pessoa com posição de destaque deveria ter uma recepção melhor. O que ele não contava era que no reino de Deus não existe posição de destaque ou superioridade. Pelo contrário, como as palavras de nosso Mestre, o maior tem que ser o menor (Mateus 18:4).

Relutante, Naamã ainda questionou onde deveria mergulhar para ser curada, águas barrentas do Jordão. Será que o profeta o mandaria mergulhar em tal rio sem propósito? Acredito que não. Aquele homem precisava antes de tudo, se desfazer do seu orgulho. A maior doença dele não era a lepra e sim o orgulho.

Às vezes ficamos sem entender porque certas coisas acontecem em nossas vidas e ficamos questionando ao Senhor sobre tudo. O que precisamos entender é que às vezes Deus nos faz mergulhar nas águas barrentas do Jordão para que o nosso orgulho seja quebrado. Querendo ou não temos uma natureza orgulhosa e diante de Deus, o orgulho é abominação.

Estamos iniciando mais um ano, mais uma oportunidade que o Criador nos dá para concertarmos a nossa vida diante d'Ele. Mergulhe no Jordão e arranque de si o orgulho, antes que a lepra consuma sua alma.

Feliz 2019 com as bênçãos do Altíssimo.

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