2 de setembro de 2015

A RIQUEZA DOS DESTITUÍDOS


O evangelho da graça de Deus desperta um intenso anseio dentro da alma humana, mas também um ressentimento igualmente intenso, porque a revelação que ele traz não agrada nem um pouco à carne.
O orgulho do homem permite-lhe dar e dar, mas não vir e aceitar quando deve. Darei minha vida pela causa e até morrerei por ela; eu consagrar-me-ei integralmente; farei qualquer coisa, mas não me humilhe, colocando-me ao nível de um pecaminoso pedinte digno do inferno, dizendo que a única coisa que tenho de fazer é aceitar a dádiva da salvação por Jesus Cristo.
Temos que reconhecer que não podemos comprar nem fazer por merecer coisa alguma vinda de Deus; precisamos recebê-la como dádiva, ou então ficaremos sem ela porque não a quisemos receber.
A maior bênção espiritual é reconhecer que somos pobres e destituídos; enquanto não reconhecermos isso mesmo, o Senhor não poderá abençoar-nos com nada.
Se acharmos que nos bastamos para nós mesmos, ele não poderá fazer nada por nós e muito menos através de nós; temos que entrar no seu reino através daquela porta da pobreza.
Enquanto nos considerarmos ricos, abastados de qualquer coisa que se assemelhe a orgulho ou uma independência de Deus, Deus nada poderá fazer por nós. Só após ficarmos cientes disso mesmo e espiritualmente famintos é que receberemos o Espírito Santo e do Espírito Santo também.
Pelo Espírito Santo, a natureza de Deus torna-se eficaz dentro de nós e por nós, pois ele nos concede a vida de Deus, a que nos vivifica. Essa vida põe "o além" dentro de nós e tão logo isso tenha como acontecer, seremos colocados no reino de Deus, na esfera onde Jesus vive também, João 3.5.

(Tudo para Ele - Oswald Chambers )

A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as Riquezas Insondáveis de Cristo.(Efésios 3:8)
"Para poderdes, perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” (Efésios 3:18,19)


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