O Ópio do povo... - Espaço da Fé

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22 de abril de 2015

O Ópio do povo...


Dia desses fiz a postagem de um cartaz que dizia: “JESUS! Este nome pode mudar a sua história” e uma determinada pessoa comentou: “O ópio”  Em uma referência a famosa frase: "A religião é o ópio do povo" que é uma frase presente na “Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” de Karl Marx, obra publicada em 1844.  O interessante é que atualmente, faz-se uso desta frase como um recurso de crítica a prática religiosa, sugerindo que esta, semelhante a uma droga é prejudicial a humanidade. Note que, como disse, é uma crítica a TODAS AS RELIGIÕES, e não somente ao cristianismo. Como não concordo com esse pensamento, e acho que muitas pessoas desconhecem este tipo de analogia, achei por bem escrever um pouco sobre o tema.

Para começarmos é bom saber que Karl Marx não foi o primeiro a fazer tal comparação entre a religião e o ópio, na verdade trata-se de uma ideia bastante popular entre os escritores do século XVIII, por exemplo: Immanuel Kant, Herder, Ludwig Feuerbach, Bruno Bauer, Moses Hess e Heinrich Heine. Numa rápida pesquisa na Wikipédia encontrei frases de outros autores que podem ilustrar melhor o conceito. 
Heinrich Heine, no seu ensaio sobre Ludwig Börne escreveu:
"Bendita seja a religião, que derrama no amargo cálice da humanidade sofredora algumas doces e soporíferas gotas de ópio espiritual, algumas gotas de amor, fé e esperança. "
Moses Hess, num ensaio publicado na Suíça, também utilizou a mesma ideia: A religião pode fazer suportável [...] a infeliz consciência de servidão... de igual forma o ópio é de boa ajuda em angustiantes doenças.

O Pensamento filosófico dos séc. XVIII e XIX, fortemente influenciados pelo iluminismo e pelo humanismo, que até então reconheciam as práticas religiosas como arbitrárias, e como estratégias de manipulação das massas, principalmente pelos governos monárquicos. Com a ascensão da burguesia, ou seja do  comércio crescia o sentimento de inconformismo e rompimento com os paradigmas sociais da época.  Contudo, há de se convir que hoje, em pleno séc XXI, não podemos ser tão simplórios e achar que as pessoas que de algum modo se ligam a religiões são pessoas exclusivamente manipuladas.  Admito que há, como sempre houve, os charlatões e aproveitadores. Mas o fato é que a natureza do homem clama por seu criador e a busca por Deus é algo que transcende a própria lógica. Todos os povos, em todas as culturas tem algum tipo de prática religiosa. Em minha concepção, a religião cumpre seu papel de tornar as pessoas mais sociáveis e de promoverem o desenvolvimento e bem estar social. Compreendo que alguém religioso, na maioria das vezes optará por agir dentro de normas e valores que sejam benéficos, senão a todos, mas ao menos um grupo de pessoas. Eu, por exemplo, sou da religião evangélica e junto de meus irmãos, frequentemente promovemos ações sociais que favorecem a várias pessoas.

Concluindo, atualmente, não vejo a religião como ópio. Como uma droga que embota os sentidos e torna seu praticante passível de controle social, senão teríamos presidentes de todas as nações decretando suas religiões como oficiais e promovendo seus sacerdotes a baluartes da verdade. Pelo contrário, o mundo do séc. XXI é laico, e tende mais ao ateísmo e apatia religiosa que o contrário. O ópio esta nas mídias e, pelo que sei, bem longe das igrejas.
Quanto a mim, se é que lhe interessa, declaro que: “Religião não salva ninguém, mas condena a muitos!” Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida, ninguém chega a Deus por outros caminhos. Isso não é religião é Fé!

                       Ney Bellas

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