18 de fevereiro de 2015

Uma Questão de Exemplo

Hoje se finda mais um período carnavalesco. A data, comemorada pela grande maioria da população brasileira, representa um momento de inúmeros contrastes. Por um lado, a festa dita “de momo” simboliza, para muitos, um momento de bastante alegria e de confraternização. Por outro, representa um dos períodos mais violentos do ano, tanto no que diz respeito ao grande número de acidentes, quanto ao elevado número de homicídios. Entretanto, esse dualismo não é o principal aspecto que pretendo destacar neste post. O que quero trazer à tona, é o exemplo como “guia de vida”, principalmente daqueles que estão tendo construídas as próprias personalidades.
A Santa Palavra é muito clara quando diz: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Provérbios 22: 6) A instrução e o exemplo, como mostra-se bem claro nesse provérbio, fazem parte do processo de amadurecimento e de formação da personalidade. Nesse sentido, se fizermos uma comparação entre a geração atual e gerações anteriores, perceberemos que algo de errado está posto como divisor de águas entre elas. A geração atual é marcada pelo desrespeito e pela imoralidade, ou seja, está totalmente desviada do caminho traçado por Deus para a humanidade. E o equívoco que se apresenta como fonte formadora dessa geração medonha, nada mais é do que a ausência de exemplo.
Inúmeros são os agentes responsáveis pela formação do indivíduo desde a infância até a idade adulta. Dentre eles, podemos citar a escola, a igreja (que perde equivocadamente a cada dia a sua importância na atual sociedade) e a família. Dentre todas, sem sombra de dúvidas, esta última, ou seja, a família é a que detém a maior responsabilidade. Ter filhos e criá-los são atributos de grande importância e nobreza, pena que muitos dos que agora são pais desconhecem, ou mesmo, negligenciam tais qualidades. E isso, podemos comprovar facilmente nas festividades carnavalescas.
Longe de ser apenas um espaço de diversão, o que vemos durante as comemorações é uma desconstrução da formação pelos bons costumes, já que, além da promiscuidade peculiar do período, assistimos a uma destruição ativa da pureza infantil. O exemplo pelas boas práticas dá lugar ao exemplo pela sensualidade e pela pornografia. Nesse cenário, as crianças são submetidas a um massivo contato com músicas cujas letras remetem a conteúdos depravantes e, além disso, são incentivadas pelos próprios pais e demais parentes a se envolverem em performances de danças sensuais e de apelo sexual escrachado.
Não apenas no carnaval, que aqui se diga, mas o que se mostra evidente, e no carnaval isso fica muito claro, é que a formação do indivíduo pelo exemplo da família está sendo deixada em último plano. Tal situação é bastante danosa, pois, se os indivíduos não estão sendo bem formados, o que podemos esperar do futuro?
Sendo assim, enquanto servos de Deus, não podemos fechar os olhos para tais práticas. Devemos ser mensageiros dos bons costumes e dos bons exemplos e alertar a sociedade quanto ao perigo de se criar os filhos sem o zelo necessário.  

A paz esteja convosco!


Créditos da foto: http://arquivo.geledes.org.br/

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Infelizmente não vemos mais nas nossas ruas as crianças brincando de roda, amarelinha e outras brincadeiras infantis que brincávamos na nossa infância, aqui em Salvador mesmo eu vi crianças crescendo e as brincadeiras infantis foram trocadas por danças sensuais, o pior que estas crianças são filhos e filhas de minhas amigas que brincaram comigo na minha infância (brincadeiras saudáveis) e estas crianças se tornaram jovens que hoje são mães e pais solteiros e seus filhos seguem o mesmo rumo. Este é apenas um dos muitos saldos negativos, sem contar as drogas e o mundo do crime que temos visto muitos jovens envolvidos. Por isso vale a pena obedecer a Palavra que diz: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” Provérbios 22:6