4 de setembro de 2014

Deus: O "objeto" de barganha nas eleições

Algo que tenho observado há muito tempo, que se acentuou desde a última eleição para presidente é o uso do nome de Deus como "objeto" de barganha para ganhar votos das pessoas.

Digo isso não me dirigindo especificamente a grupos religiosos (sejam católicos ou evangélicos) que tem seus representantes, mas principalmente aqueles que sequer professam fé, mas devido as pressões dos religiosos, acabam por ceder, inclusive deixando a posição de ateu para professar uma suposta crença em Deus.

Um exemplo claro disso é a candidata e presidenta Dilma Rousseff. Vemos no Youtube diversos vídeos mostrando ela no mínimo em dúvida sobre a existência de Deus e em outros ela já crê em um deus, inclusive, como uma imagem feminina (Nossa Senhora de Aparecida). Claro que o motivo é o medo de perder votos do eleitorado dito cristão.

Não só a presidenta como outros candidatos, sobretudo aos cargos do executivo (presidente e governador), tem se preocupado muito em ficar em cima do muro ou defender posição contrária ao movimento LGBT e ao aborto. Não que eu seja a favor das duas causas, pelo contrário, sou contra. No entanto, acho ridículo uma pessoa mudar seu posicionamento só para agradar eleitores. Isso mostra no mínimo que suas intenções não são sinceras, haja vista que antes apoiavam e só porque um grupo cristão é contra voltam atrás com suas ideias?

Fica muito claro que tudo faz parte de um jogo. Tanto é verdade que eles vão a igrejas, sobem nos púlpitos, começam a falar excessivamente em fé e em Deus, quando durante todas as suas vidas, principalmente política, sequer lembraram um dia Dele.

Será que as pessoas não percebem a manipulação que tem se tornado falar em Deus e em fé em épocas de campanhas eleitorais?

Assistindo um vídeo de debate de Weslian Roriz pelo Facebook, à época candidata a governadora do Distrito Federal, percebi que a mesma em determinado momento se dirigiu a um candidato e disse que ele era de partido comunista e não acreditava em Deus e ela era cristã. Aí eu pergunto: O que tem a ver uma coisa com a outra? Tudo bem que eu sou cristão, mas percebe-se claramente uma tentativa de induzir as pessoas a se voltarem contra alguém que não acredita em Deus com intenções claras de usá-Lo como barganha.

Até quando?! De todas as maneiras se manipula as pessoas e os evangélicos tem virado massa de manobra nas mãos dos políticos.

Fica aqui o meu desabafo.


Jesusmar Sousa Teixeira
E-mail: jesusmar@guardiaodafe.com

Empregado Público Federal, adoro escrever e faço isso em três blogs de minha autoria e edição.

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