O deserto II

Na postagem anterior , falei resumidamente sobre a saída do povo hebreu da escravidão do Egito com a promessa de herdar uma terra, fazendo analogia a saída dos escolhidos de Deus da escravidão do mundo para herdar promessas, sobretudo a vida eterna. Falei também sobre o que o povo passou nos quarenta anos no deserto e que somente dois daqueles que saíram do Egito herdaram a promessa: Josué e Calebe.


Foi falado na postagem anterior também que todos aqueles que se colocam à disposição de Deus, seguindo os passos do Senhor Jesus rumo ao que lhe foi prometido, terá que passar pelo deserto. O deserto é um lugar de preparação e reflexão. O deserto não é para destruir e sim para nos tornar capazes de reconhecer nossas fraquezas e limitações, vencê-las e aí sim tomarmos posse das promessas de Deus.

O Senhor Jesus esteve no deserto. No caso d'Ele em particular, era uma preparação para o ministério. Logo após o batismo nas águas e no Espírito Santo, Ele foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo e obviamente, os quarenta dias que lá passou foram para reflexão e preparação para a missão que ia iniciar em seguida.


"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome..." Mateus 4:1-2

A condução de nosso Senhor ao deserto não foi para fazê-lo errar, desanimar ou abandonar a fé e sim torná-Lo forte, pronto para enfrentar tudo o que viria adiante. Mas o maior deserto de Jesus foi o espiritual, quando teve que se afastar do Pai para ser entregue em sacrifício pelos nossos pecados. O sangue que escorria do seu rosto no Getsêmani e o clamor de abandono na cruz, mostram a agonia da solidão. Ele enfrentou tudo sozinho.


"Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo. E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres." Mateus 26:38-39


"E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Mateus 27:46


Ali estava o Filho de Deus, sozinho, sofrendo o abandono do Pai por causa dos nossos pecados. O rosto de Deus se virou por causa de todos os pecados que Ele carregava. Será que somos capazes de entender a dor de Jesus? Eu sou honesto em dizer que não tenho a mínima ideia do quanto Ele sofreu. O que sabemos é que tudo isso não foi para o seu mal e sim para o bem e não só d'Ele, nosso bem igualmente. Ao vencer esse deserto o Salvador recebeu uma autoridade que nenhum outro ser no Universo tem.



"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai." Filipenses 2:5-11


O deserto de nosso de nosso Senhor foi enorme. A vitória foi ainda maior. Quanto maior e mais difícil é o nosso deserto temos a certeza de que a vitória será igual ou ainda maior.

Na próxima postagem finalizaremos esse assunto.



Jesusmar Sousa Teixeira
E-mail: jesusmar@guardiaodafe.com


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